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06 julho 2015

Um Mestre dos Retratos: Rembrandt




Ele nasceu em família humilde, ficou bastante rico antes dos 30 anos, foi proprietário de uma mansão e colecionava finos objetos de arte. Foi à falência e, ao morrer, vivia em extrema simplicidade, recluso em sua casa. Trabalhou incansavelmente até o fim da vida, produzindo uma quantidade admirável de telas, gravuras e desenhos. Este era Rembrandt Harmenszoon van Rijn, possivelmente o maior pintor que a Holanda já teve, e que só seria reconhecido como tal a partir do século 19.

Nascido em Leiden em 15 de junho de 1606, Rembrandt era o oitavo de nove filhos. Filho de um moleiro, era o único a não trabalhar na moagem de trigo com a família, tendo ingressado, ainda aos sete anos, na Escola Latina de Leiden. Sua vocação para o desenho e a pintura já era visível.

Rembrandt ainda faria uma passagem rápida pela Universidade de Leiden, antes de se mudar para Amsterdã a fim de tornar-se discípulo do então famoso pintor Pieter Lastman. Foram seis meses de aprendizado e influência: Lastman havia estudado na Itália e apreciava os efeitos dramáticos e a representação detalhada de adornos e vestimentas.

Mas foi somente após a parceria com Jan Lievens, com quem dividiu um estúdio, que Rembrandt começou a criar sua reputação de artista talentoso e promissor. Com não mais de 21 anos já era professor de pintura e, aos 25, realizou seu primeiro trabalho por encomenda: o retrato de Nicolaes Ruts, um rico comerciante.

Entre 1632 e 1633 produziu cerca de 50 retratos, um número impressionante. Rembrandt era requisitado pelos burgueses enriquecidos que desejavam se ver eternizados nas paredes de suas casas. Data dessa época um de seus mais famosos quadros: "A Lição de Anatomia do Dr. Tulp", obra em que revolucionou a idéia de "retrato de grupo" ao trazer para a tela homens que, apesar de não serem, nenhum deles, personagens principais, conservam detalhes individuais e expressões únicas.

Em 1634 casou-se com Saskia, com quem teve quatro filhos. Somente o último deles, porém, chegaria à idade adulta. Saskia, já com a saúde debilitada, morreu cerca de um ano depois do último parto. Tinha início uma nova - e desafortunada - fase: Rembrandt passava a ser menos procurado pela burguesia, ironicamente porque apurava sua técnica e se recusava a fazer os retratos que seus clientes esperavam. Ao invés de belos e enaltecedores, seus quadros se tornavam mais expressivos e reveladores. E as pessoas não gostavam de se ver retratadas de maneira fiel e verdadeira.

O artista passou a contrair dívidas e começou a vender seus bens. Em 1650 tem início sua "fase experimental", quando passou a fazer testes com água-forte, técnicas de impressão, novas tonalidades e papéis diferentes. Sua última companheira, quase 20 anos mais jovem, seria Hendrickje Stoffels, que começou como empregada em sua casa. Com ela teve mais dois filhos sendo que somente a caçula, Cornelia, sobreviveu. Rembrandt morreu aos 63 anos, morando numa casa humilde e ainda pintando. Em seu cavalete deixou um último quadro, ainda por terminar.











A descida da cruz Rembrandt



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Filósofo em Meditação - Rembrandt


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Rembrandt, Rembrandt Harmenszoon van Rijn, Holanda, 1606-1669, A Volta do Filho Pródigo 3


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22 junho 2015

Biografia de Agatha Christie



Agatha Christie (1890-1976) foi uma escritora inglesa. "Hercule Poirot" é um detetive belga que aparece em 33 obras da autora. Agatha foi a maior escritora policial de todos os tempos. Escreveu 93 livros e 17 peças teatrais.




Agatha Christie (1890-1976) nasceu em Torquay, condado de Devonshiri, Inglaterra, no dia 15 de setembro de 1890. Filha do americano FredericK Miller e da inglesa Clara. De família rica, Agatha estudou em casa, com professores particulares, aprendeu piano e canto. Passava a maior parte do tempo escrevendo poemas e contos. Em 1914, casa-se com o piloto inglês Archibald Christie, de quem adota o sobrenome.

Em 1917, desafiada pela irmã Madge a criar uma trama policial, escreve seu primeiro livro, "O Misterioso Caso de Styles", em que o detetive belga, Hercule Poirot, aparece pela primeira vez. O livro só foi publicado em 1920. Escreveu outros livros, mas foi em 1926, com "O Assassinato de Roger Ackroyd", que ficou famosa. Depois que seu marido revelou que queria se separar, Agatha desaparece e só é encontrada depois de 11 dias. Algumas pessoas afirmavam que o desaparecimento foi uma trama para vender mais livros.

Em 1930, já divorciada, casa-se com o arqueólogo Max Mallowan e com ele viaja pelo Oriente, onde se inspira para escrever vários livros entre eles "Assassinato no Expresso do Oriente" (1934), "Morte na Mesopotâmia" (1936), "Morte no Nilo" (1937) e "Aventura em Bagdá" (1951).

Seu personagem mais constante, o detetive Hercule Poirot, aparece em 33 livros. Outro personagem conhecido é a curiosa Miss Marple, inspirada em sua avó. A peça "A Ratoeira" (1951) é a mais popular de Agatha Christie, encenada mais de 13 mil vezes na Inglaterra. Alguns de seus livros foram adaptados para o cinema, televisão e teatro.

Agatha Mary Clarissa Miller faleceu em Wallingford, Inglaterra, de pneumonia, no dia 12 de janeiro de 1976.

Oi Gente,

Para ler essas obras clique na capa para baixar.... Agatha Christie é uma das minha favoritas!!
Uma cortesia para meus leitores,

Divarrah



Download A Casa do Penhasco - Agatha Christie em ePUB, mobi, PDFDownload A Extravagancia do Morto - Agatha Christie em ePUB, mobi, PDF





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09 junho 2015

Biografias Não Autorizadas



por Ricardo Setti, Veja


O que seria da História sem as biografias como as de Hitler, Maria Antonieta, Stalin, Gandhi, Mao e Darwin?




Num momento infeliz em que ídolos da cultura brasileira procuram reivindicar o direito de censura a biografias de pessoas públicas – o que na prática, como venho insistindo, priva os brasileiros de aspectos fundamentais de sua própria história –, julguei extremamente esclarecedor publicar o texto abaixo.

Faz pensar.

Reportagem de Tatiana Gianini, com colaboração de Tamara Fisch, publicada em edição impressa de VEJA


Detalhes nada pequenos

A compreensão do passado e do presente da humanidade deve muito à garimpagem obsessiva, pelos biógrafos, de cada momento obscuro da vida de personagens históricos

“Não me pus a escrever histórias, mas vidas somente; e as mais altas e gloriosas proezas nem sempre são aquelas que mostram melhor o vício e a virtude do homem. Ao contrário, muitas vezes uma ligeira coisa, uma palavra ou uma brincadeira põem com mais clareza em evidência o natural das pessoas.”

Assim escreveu há quase 2000 anos o grego Plutarco, autor das primeiras biografias de que se tem notícia, no capítulo de Vidas Paralelas dedicado a Alexandre, rei macedônio do século IV a.C.

A busca pelo detalhe, pelo fato aparentemente banal que ajuda a reconstruir o caráter e os gestos de pessoas reais, é o desafio dos biógrafos desde então. Para uma vertente de historiadores, em especial aqueles que beberam da água turva do marxismo, as biografias são obras menores e devem ficar fora da literatura acadêmica, porque os acontecimentos históricos são consequência apenas de processos sociais e econômicos, e não da ação de indivíduos. Essa é uma visão ultrapassada.

Uma conferência realizada em 2004 na Alemanha, que reuniu trinta historiadores de diversos países concluiu que era preciso “trazer as ‘pessoas’ de volta para a história” e que “a biografia é o gênero certo para investigar certas questões”.

Isso inclui entender como um homem comum se torna um ditador capaz das piores atrocidades ou como um artista constrói sua fama e seu lugar na história cultural de um país. “As sociedades têm o direito de saber sobre o seu passado e o seu presente, e as biografias são parte disso”, diz o inglês Jonathan Fenby, autor de O General, sobre o presidente francês Charles de Gaulle [uma das figuras mais marcantes e decisivas da história da França no século XX].

Algumas das informações mais reveladoras sobre personalidades decisivas da história são conhecidas por causa de biografias. Muitos desses fatos jamais viriam a público se dependessem da autorização dos familiares do biografado. “Eles têm uma tendência natural a apagar o que é real, doloroso ou pouco lisonjeiro. Infelizmente, essas eliminações privam a história de vida de um personagem de sua profundidade”, diz a americana Kitty Kelley, autora de biografias não autorizadas da apresentadora Oprah Winfrey, do cantor Frank Sinatra, da ex-primeira-dama Jacqueline Kennedy e da atriz Elizabeth Taylor.

Kelley é criticada por carregar nos detalhes íntimos de seus personagens, mas ela se defende dizendo que eles são necessários para se contrapor à imagem pública fabricada que as celebridades ou políticos querem perpetuar de si mesmos. Para reforçar o seu argumento de que a censura prévia é pior do que eventuais desrespeitos à privacidade, Kelley cita uma frase do presidente americano John Kennedy (1917-1963): “O grande inimigo da verdade muitas vezes não é a mentira, deliberada, artificial e desonesta, mas o mito, este sim persistente, persuasivo e irrealista”.

[Abaixo, alguns fatos relevantes revelados pelas biografias de personalidades históricas, entre muitos milhares de outros que poderiam ser apontados:]


Adolf Hitler



Adolf Hitler (1889-1945)

Biografia: Hitler, do inglês Ian Kershaw, em dois volumes, de 1998 e 2000

O que revelou: Com base nos diários do ministro da Propaganda nazista, Joseph Goebbels, os quais o autor encontrou nos arquivos soviéticos em Moscou, ficou claro que o ditador alemão tinha controle direto dos crimes perpetrados por seu regime.

Foi Hitler, por exemplo, quem deu a ordem para retirar a polícia das ruas durante a Kristallnacht, a Noite dos Cristais, em 1938, quando as multidões atacaram impunemente judeus e destruíram suas sinagogas e lojas – o primeiro passo para o posterior Holocausto.

Maria Antonieta



Maria Antonieta (1755-1793)

Biografia: Maria Antonieta, do austríaco Stefan Zweig, de 1932

O que revelou: Autor de duas dezenas de biografias ou perfis, o escritor, que se suicidou no Brasil, em 1942, fez um aprofundado retrato psicológico da rainha francesa, muito elogiado por seu amigo Sigmund Freud, o fundador da psicanálise.

Hábil em dar vida às circunstâncias da corte em que ela estava confinada, Zweig foi o primeiro a mostrar Antonieta como uma adolescente sexualmente frustrada, ignorada pelo rei Luís XVI.

A consequente busca por outras formas de prazer e entretenimento rendeu à rainha a fama de fútil.

Josef Stalin



Josef Stalin (1878-1953)

Biografia: Stalin – A Corte do Czar Vermelho, do inglês Simon Sebag Montefiore, de 2004

O que revelou: Sempre há algo de novo a descobrir sobre Stalin, um dos personagens mais biografados da história.

Montefiore reconstruiu por meio de entrevistas com testemunhas históricas e documentos inéditos a intimidade do poder no auge do terror stalinista, quando até os membros da elite política temiam a perseguição do ditador soviético.

Muitos mantinham malas prontas para a prisão e pistolas sob o travesseiro para cometer suicídio a qualquer momento.

Mahatma Gandhi



Mahatma Gandhi (1869-1948)

Biografia: Mahatma Gandhi e Sua Luta com a Índia, do americano Joseph Lelyveld, de 2011

O que revelou: Com base em documentos e cartas inéditas do líder indiano, o autor comprova que Gandhi não foi sempre um pacifista anticolonialista.

Na verdade, ele participou diretamente de três esforços de guerra. Em um deles, em 1918, liderou uma expedição pela Índia para recrutar soldados para lutar pelos ingleses na I Guerra Mundial. Ele próprio se apresentou como voluntário.

O livro foi proibido no estado indiano onde Gandhi nasceu, Gujarat.

Mao Tsé-Tung



Mao Tsé-Tung (1893-1976)

Biografia: A Vida Privada do Camarada Mao, do chinês Li Zhisui, de 1994

O que revelou: O livro escrito pelo médico pessoal do líder comunista expôs os encontros sexuais de Mao com menores de idade, uma delas uma menina de apenas 14 anos.

Li afirma também que Mao era estéril e que o tratou diversas vezes de doenças venéreas, sem jamais lhe contar o diagnóstico, por medo.

A pedofilia de Mao é um fato relevante para compreender o caráter de um dos ditadores que menos escrúpulos tiveram em deixar morrer milhões de cidadãos, de fome ou assassinados.


Charles Darwin



Charles Darwin (1809-1882)

Biografia: Darwin, dos ingleses James Moore e Adrian Desmond, de 1991

O que revelou: Charles Darwin teria demorado duas décadas para publicar sua obra mais conhecida, A Origem das Espécies, para não ferir as crenças religiosas de sua mulher.

Ele só resolveu divulgar sua teoria revolucionária da seleção natural depois que outro cientista, Alfred Russel Wallace, lhe enviou em 1858 sua própria pesquisa que tangenciava o assunto.

O livro também trata da morte de sua filha Annie, aos 10 anos, de saúde frágil, e de como ele buscou na ciência a explicação para essa tragédia familiar.



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13 maio 2015

Cândido Portinari - Vida e Obra




Cândido Portinari nasceu em 30 de dezembro de 1903, numa fazenda de café, em Brodósqui, interior do Estado de São Paulo. Filho de imigrantes italianos e de origem humilde, desde pequeno já manifesta sua vocação artística. 

Em 1919, decidido a tornar-se pintor vai para o Rio de Janeiro onde se matricula como aluno livre na Escola Nacional de Belas Artes. 

Em 1928 recebe o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro, da exposição Geral de Belas Artes, com o “Retrato do Poeta Olegário Mariano”.

Em maio de 1929 faz sua primeira exposição individual, com 25 retratos, no Palace Hotel do Rio de Janeiro. Neste mesmo ano vai para Paris, onde permanece até 1930. Lá conhece Maria Victoria Martinelli, sua companheira de toda a vida. Retorna ao Brasil em 1931.

Em 1935 obtém seu primeiro reconhecimento no exterior, a segunda Menção Honrosa no Carnegie de Pittsburgh, Estados Unidos, com a tela “Café”, que retrata uma cena de colheita típica de sua região de origem.

Aos poucos, sua inclinação muralista revela-se nos painéis executados para o Monumento Rodoviário, na Via Presidente Dutra, em 1936 e nos afrescos do recém construído edifício do Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro, realizados entre 1936 e 1944. Em 1939 executa três grandes painéis para o Pavilhão do Brasil na Feira Mundial de Nova York e o Museu de Arte Moderna de Nova York adquire sua tela “Morro do Rio”. Neste mesmo ano nasce João Cândido, único filho de Portinari e Maria.

Em 1940, participa de uma mostra de arte latino-americana no Riverside Museum de Nova York e expõe individualmente no Instituto de Artes de Detroit e no Museu de Arte Moderna de Nova York, com grande sucesso de crítica, venda e público.

Em 1946, Portinari volta a Paris para realizar, na Galeria Charpentier, a primeira exposição em solo europeu. Foi grande a repercussão, tendo sido agraciado, pelo governo francês, com a Legião de Honra.

Em 1952, atendendo à encomenda do Banco da Bahia, realiza outro painel com temática histórica: A Chegada da Família Real Portuguesa à Bahia, e inicia os estudos para os painéis Guerra e Paz, oferecidos pelo governo brasileiro à nova sede da Organização das Nações Unidas. Concluídos em 1956, os painéis, medindo cerca de 14 x 10m cada, os maiores pintados por Portinari, encontram-se no hall de entrada dos delegados do edifício-sede da ONU, em Nova York..

Em 1954, Portinari realiza, para o Banco Português do Brasil, o painel Descobrimento do Brasil. Neste mesmo ano, tem os primeiros sintomas de intoxicação das tintas, que lhe será fatal. Em 1955 recebe a Medalha de Ouro, concedida pelo International Fine Arts Council de Nova York, como o melhor pintor do ano.

No final da década de 50 Portinari realiza diversas exposições internacionais, expondo em Paris e Munique em 1957. É o único artista brasileiro a participar da exposição “50 Anos de Arte Moderna”, no Palais des Beaux Arts, em Bruxelas, em 1958, e expõe como convidado de honra, em sala especial, na I Bienal de Artes Plásticas da Cidade do México.

Em 1961 o pintor têm diversas recaídas da doença que o atacara em 1954 - a intoxicação pelas tintas, entretanto, lança-se ao trabalho para preparar uma grande exposição, com cerca de 200 obras, a convite da Prefeitura de Milão.

Cândido Portinari falece no dia 6 de fevereiro de 1962, vítima de intoxicação pelas tintas que utilizava.


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Obras de Cândido Portinari





















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Lindo né? Um dos orgulhos do Brasil!!



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